A história do "verdadeiro Drácula": quem era Vlad, o Empalador?

 


A história do "verdadeiro Drácula": quem era Vlad, o Empalador?

 

Você já imaginou ser convidado para uma festa em um castelo na Transilvânia? Tudo do bom e do melhor: promessas de boa comida, bebida refinada e convidados "de altíssimo nível" (leia-se: vampiros com dentes impecáveis e um dress code meio gótico). Aí você pensa: “Uau, que luxo!” Mas, pera lá, se você fosse pra essa festa e descobrisse que o anfitrião é ninguém menos que Vlad, o Empalador? Putz, nessa festa você não ia só sair sem a sobremesa – ia sair sem vida. 

 

Vem cá, senta aí. Deixa eu te contar quem foi esse tal de Vlad. 

 

Vlad, o não-tão-vampiro-assim

 

Antes de virar lenda, Vlad III (sim, o nome oficial é esse) nasceu em 1431, na atual Romênia, mais especificamente na Valáquia. Esqueça os dentinhos pontudos e a capa esvoaçante – o cara era o terror dos seus inimigos por métodos bem mais... doloridos. Ele era famoso por empalar suas vítimas. Como assim, empalar? Bem, imagine uma estaca atravessando o corpo da pessoa começando... por baixo. Sim, exatamente isso que você está pensando. As vítimas ficavam lá, vivas, por horas ou até dias. É de arrepiar, né? 

 

De prisioneiro a príncipe

 

Aos 11 anos, Vlad foi enviado com seu irmão como "reféns de luxo" ao Império Otomano, numa tentativa do pai de manter a paz com os turcos. Lá, ele aprendeu sobre guerra, política e, aparentemente, sobre vingança (porque ele usou tudo isso mais tarde de forma bem pessoal). 

 

Quando cresceu, voltou pra Valáquia decidido a retomar o trono de seu pai, que havia sido assassinado. Vlad não estava pra brincadeira: venceu batalhas, meteu medo em quem ousasse desafiá-lo e se tornou sinônimo de "não mexa comigo". 

 

O empalador e a festa que ninguém esquece

Lembra da tal festa? Pois é, Vlad fez uma de verdade. Ele convidou a nobreza local para um banquete em seu castelo. A galera achou que ia curtir uma noite daquelas, mas o final foi o seguinte: Vlad mandou empalar todo mundo. “E por quê?”, você me pergunta. Bem, ele queria garantir que ninguém iria conspirar contra ele. Prático, né? 

 

Herói ou vilão? 

Apesar de sua fama assustadora, na Romênia ele é considerado um herói até hoje. Vlad é lembrado como um defensor feroz de seu povo contra o Império Otomano, mesmo que seus métodos fossem, digamos... excessivos. 

 

Ah, e aquela coisa de Drácula e vampiros? Foi tudo invenção de Bram Stoker no final do século XIX, que se inspirou no apelido de Vlad – "Dracul" – e na sua vibe meio sombria. Nada de chupar sangue, mas a lenda pegou! 

 

Moral da história

Se um dia você receber um convite para uma festa em um castelo com "pegada Transilvânia", talvez seja melhor recusar educadamente. Afinal, nunca se sabe se o anfitrião vai servir vinho ou... te transformar no prato principal.

 

Gostou da história? Compartilha com seus amigos e me conta: você encararia uma festa dessas?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

15 de novembro: Proclamação da República

A Viagem da Família Real ao Brasil: A maior mudança de endereço da história

O padeiro do Titanic: a história (quase) inacreditável de Charles Joughin